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A Dieta Crua é Rica em Proteína

A proteína costuma ser uma das primeiras dúvidas ao conhecer a dieta crua. Afinal, ninguém deseja ficar com os músculos enfraquecidos ou sem tonicidade, e isso não seria exatamente a aparência de uma pessoa saudável.





Sendo assim, no inicio, muitos que adotam a dieta crua, especialmente aqueles que praticam esportes ou frequentam academias, pensam em continuar ingerindo ao menos um pouco de proteína de origem animal, tais como carnes magras, peixe, queijo, ovos ou iogurte. No entanto, à medida em que vão adquirindo mais conhecimento e experiência, aprendem logo que na dieta crua há uma excelente qualidade e quantidade de proteína e que os alimentos de origem animal costumam ser mais prejudicial do que benéfico para a saúde.

O reino vegetal está repleto de proteína, principalmente nas algas, folhas verdes, sementes e grãos germinados. Pense em alguns dos animais mais fortes da natureza, tais como os búfalos, rinocerontes, cavalos ou elefantes. De onde todos esses animais obtêm proteína, força e músculos resistentes? Sendo que nenhum deles alimenta-se de carne e derivados do leite na idade adulta, todos eles obtêm proteína das plantas. A alimentação de um gorila, por exemplo, é composta de 98% de folhas, brotos e frutas e apenas 2% de insetos e lagartas. Quanto aos humanos, há muitos atletas e até mesmo fisioculturistas que tornaram-se veganos e alegam ter uma ótima performance. É importante compreender que a proteína é feita de aminoácidos e quase tudo na natureza possui aminoácidos.

Frank Medrano e Marzia Prince
Exemplos de fisioculturistas veganos.
Foto (Reprodução): Facebook



Os Efeitos da Proteína Animal em Nosso Organismo


A proteína de origem animal costuma ser mais prejudicial do que benéfica para a nossa saúde. Os alimentos de origem animal são extremamente acidificantes, tornando o nosso organismo mais suscetível à doenças e bactérias. Além disso, o nosso organismo não absorve a proteína em si, mas antes, precisa transformá-la em pequenas moléculas de aminoácido para que consigam ser absorvidas e utilizadas pelo organismo, sendo um processo demorado e exigente. Por outro lado, a proteína de origem vegetal é muito mais facilmente assimilada, exigindo menos tempo e energia nesse processo.

Nos dias atuais, os alimentos de origem animal estão repletos de hormônios, preservativos, esteroides e antibióticos. Por serem pasteurizados ou cozidos, ficam isentos de enzimas, tornando sua digestão ainda mais difícil. Seu excesso também pode causar ácido úrico e pedras nos rins. Para processar a proteína animal, nosso sistema passa a ter uma necessidade maior de cálcio, retirando-o justamente de nossos ossos. Nossos rins, não conseguindo lidar com toda essa quantidade de cálcio precisa trabalhar três vezes mais do que o usual.



A Proteína e o Câncer


Segundo o best-seller, The China Study, escrito pelo cientista, bioquímico e nutricionista, Collin Campbell, quanto maior o consumo de proteína animal, maior a predisposição para o câncer. Um projeto nas Filipinas para investigar a causa do alto índice de câncer no fígado em crianças, revelou um segredo chocante: As crianças de famílias mais ricas e que consumiam uma maior quantidade de proteína é que estavam mais predispostas à doença. Ao contrário do que pensavam, de que o amendoim e o milho seriam os grandes vilões.

Em outro estudo realizado em laboratório na Índia, dois grupos de ratos receberam doses de aflatoxina, um dos mais potentes carcinogênicos já descobertos. No grupo A, em que os ratos recebiam uma alimentação com 20% de proteína, todos adquiriram câncer. No grupo B, onde recebiam uma dieta de apenas 5% de proteína, nenhum deles desenvolveu o tumor. Embora todos os ratos estivessem predispostos ao câncer devido a terem recebido aflatoxina, apenas os ratos do grupo A que recebiam uma alimentação alta em proteína adquiriram câncer. A conclusão foi de que um baixo consumo de proteína de origem animal é capaz de reprimir a formação de tumores, mesmo naqueles com predisposição.


No estudo acima, os ratos eram alimentados com caseína, a qual compõe cerca de 87% da proteína do leite de vaca. No entanto, quando animais foram alimentados com proteína à base de plantas, mesmo em níveis elevados, não houve formação ou crescimento de tumores. Foram realizados mais uma série de estudos que comprovaram e re-comprovaram que os alimentos de origem animal aumentam o índice de câncer, ao passo que os nutrientes de origem vegetal diminuem o efeito carcinogênico. O livro The China Study dedica centenas de páginas aos estudos científicos de como a alimentação, especialmente o consumo de produtos de origem animal, está relacionado com as doenças mais fatais da nossa época.




A Proteína e as Doenças Cardiovasculares

Em outro exemplo, podemos citar o aumento do colesterol no sangue. Devemos nos lembrar de que o LDL ou mau colesterol, é abundante em alimentos de origem animal e promove muitas das doenças que mais ceifam vidas em nossos dias, tais como o entupimento das artérias, infartos e a pressão arterial alta, entre outros males. Por outro lado, é bem conhecido de que os alimentos à base de plantas possuem propriedades que ajudam a limpar o sangue, diminuir a pressão arterial e aumentar o bom colesterol.

Conforme a recomendação diária, os seres humanos deveriam consumir até 10% de proteína (cerca de 50 a 60 gramas) em sua alimentação, mas tornou-se comum o indivíduo consumir de 15 a 16% de proteína em sua dieta, muito mais do que a quantidade requerida e segura.



Fontes de Proteína na Dieta Crua

Podemos assegurar que a dieta crua balanceada corretamente é rica em uma quantidade recomendável de proteína de qualidade e altamente assimilável pelo organismo. Entre os alimentos à base de plantas mais ricos em proteínas, podemos citar: O brócolis, espinafre, couve, lentilhas, ervilhas, grão-de-bico, castanhas, chia, linhaça, quinoa, gergelim, sementes de girassol, sementes de abóbora, abacate, açaí, pólen de abelhas, chlorela, spirulina, durians e cogumelos.

Em minha experiência pessoal, não notei nenhuma diferença negativa em minha tonicidade muscular depois de adotar a dieta crua e parar de consumir alimentos de origem animal. Ao contrário, o meu índice de gordura corporal diminuiu fazendo com que os músculos ficarassem bem mais aparentes.






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